O que a LEGO® Serius Play tem a ver com Gamificação?

Ivan Fraga • December 12, 2025

Um aprendizado prático do workshop da Peoplefy com Eduardo Junqueira - Bricks Logix

Quando falamos em gamificação no contexto corporativo, muita gente ainda associa o tema a algo superficial ou “lúdico demais”. Mas basta viver uma experiência bem conduzida para perceber que o lúdico, quando estruturado, é uma das ferramentas mais poderosas para clareza, alinhamento e tomada de decisão.

Foi exatamente isso que aconteceu no workshop conduzido por Eduardo Junqueira, da Bricks Logix, com o time da Peoplefy, utilizando a metodologia LEGO® Serious Play (LSP).

Este artigo não é sobre “brincar de LEGO”. É sobre pensar melhor, mais rápido e de forma coletiva — e por que isso conversa tanto com os princípios da gamificação.


A origem da metodologia: quando a LEGO quase quebrou

Pouca gente sabe, mas o LEGO® Serious Play nasceu de uma crise real.

No final dos anos 90, a LEGO enfrentava queda de vendas e prejuízo. Durante uma consultoria estratégica, um insight mudou tudo: mapear problemas complexos usando as próprias peças. Em vez de apresentações e PowerPoints, líderes começaram a construir modelos físicos que representavam processos, produtos e decisões.

O resultado foi tão poderoso que virou método.

E aqui está um ponto-chave:
👉 a LEGO não patenteou a metodologia. Pelo contrário, exigiu que ela fosse open source, desde que aplicada com rigor. O valor não estava nas peças, mas no processo de pensamento.


O que é LEGO® Serious Play, na prática?

LEGO® Serious Play é uma metodologia estruturada que usa a construção com peças como meio para:

  • Externalizar ideias complexas
  • Dar voz igual a todos os participantes
  • Evitar debates improdutivos e disputas de ego
  • Construir entendimento compartilhado
  • Criar protótipos de pensamento em horas, não semanas

No método, a peça não importa pelo que ela é, mas pelo que ela representa.
Uma engrenagem pode ser um processo.
Uma escada pode ser crescimento.
Um carrinho fora do trilho pode ser um gargalo estratégico.

O valor está na história contada a partir do modelo, não no modelo em si.


O que vivenciamos na Peoplefy

Durante o workshop, o Eduardo não começou perguntando “o que vocês fazem?”.
Ele simplesmente colocou as peças na mesa.

A proposta era simples e poderosa:

“Me contem quem vocês são, o que fazem e quais são seus desafios — usando LEGO.”

A partir disso, aconteceram coisas que dificilmente surgiriam em uma reunião tradicional:

  • Discussões estratégicas profundas surgiram de forma natural
  • Desafios reais da empresa ficaram visíveis sem conflito
  • Conceitos abstratos (como engajamento, jornada do usuário, valor entregue) ganharam forma
  • O time construiu, junto, uma representação clara da jornada do cliente e do papel da Peoplefy

Em cerca de duas horas, chegamos a um nível de clareza que normalmente levaria semanas de reuniões.


Onde entra a gamificação nisso tudo?

Aqui está o ponto central.

LEGO® Serious Play e gamificação compartilham a mesma base conceitual:

1. Aprendizado ativo

As pessoas aprendem e se engajam mais fazendo, não ouvindo.
Assim como na gamificação, o participante deixa de ser espectador e vira protagonista.

2. Clareza de objetivos

No LEGO® Serious Play, tudo gira em torno de responder boas perguntas.
Na gamificação, desafios só funcionam quando o objetivo é claro, visível e mensurável.

3. Feedback constante

A cada construção, o grupo ajusta, questiona, evolui.
É o mesmo princípio de feedback rápido que sustenta jogos e sistemas gamificados.

4. Segurança psicológica

No jogo, errar faz parte.
No LEGO®, não existe resposta certa ou errada — existe significado.
Isso libera criatividade e reduz bloqueios.

5. Visualização do progresso

Assim como rankings, barras de progresso e conquistas, o modelo físico permite ver o avanço, os gargalos e o caminho.


Gamificação não é “brincadeira”. É método.

O maior aprendizado do workshop foi reforçar algo que acreditamos profundamente na Peoplefy:


Gamificação não é sobre diversão. É sobre comportamento, clareza e resultado.

Quando bem aplicada, ela:

  • Torna metas visíveis
  • Cria senso de progresso
  • Estimula hábitos
  • Dá significado ao esforço diário
  • Conecta ações individuais ao resultado coletivo

O LEGO® Serious Play faz isso no plano estratégico.
A gamificação faz isso no dia a dia da operação.


O ponto em comum: perguntas melhores geram decisões melhores

Eduardo resumiu bem durante o workshop:

“O método não entrega respostas. Ele entrega perguntas melhores.”

E é exatamente isso que bons sistemas gamificados fazem:

  • Onde está o gargalo?
  • O que realmente move o resultado?
  • O que vale ser incentivado?
  • O que precisa ser ajustado?

Quando essas perguntas ficam claras, o caminho aparece.


Por que essa experiência foi tão relevante para a Peoplefy?

Porque reforçou nossa tese:

👉 Engajamento não nasce de discursos, nasce de experiências bem desenhadas.

Seja com LEGO® Serious Play ou com gamificação:

  • As pessoas precisam ver
  • Precisam participar
  • Precisam entender seu papel na jornada
  • Precisam sentir progresso

No fim, o formato muda. O princípio é o mesmo.


Conclusão

O workshop com a Bricks Logix não foi sobre LEGO.
Foi sobre clareza estratégica, alinhamento e construção coletiva.

E mostrou, na prática, que metodologias lúdicas, quando bem aplicadas, são algumas das ferramentas mais sérias que uma empresa pode usar para evoluir.

Se você ainda acha que gamificação é “brincadeira”, talvez o problema não seja o método — mas a forma como ele vem sendo usado.



Por Douglas Riu 19 de janeiro de 2026
Douglas Riu aqui. Em tempos de NRF, fala-se muito de inovação com tecnologia.. IA, visão computacional, mapa de calor nas lojas. É inevitável, o mundo mudou, porém sabemos que o básico bem feito ainda funciona muito no varejo brasileiro e a primeira coisa que vem na mente: pessoas. No ano passado, participei de uma palestra do Thiago Varejo https://www.instagram.com/thiago.varejo/ no evento da comunidade Bora Varejo https://www.instagram.com/boravarejo/ , idealizado pelo Alfredo Soares (G4 Educação). Saí de lá com uma certeza incômoda e extremamente valiosa: o maior problema do varejo não é falta de cliente. É falta de engajamento, liderança e execução no dia a dia. Neste artigo, compartilho os principais aprendizados que tirei dessa palestra e como eles ajudam a pensar o varejo de forma mais prática, especialmente olhando para 2026 e além. O varejo não sofre por falta de tráfego. Sofre por falhas internas. Durante anos, o discurso foi: “precisamos de mais clientes” “precisamos bombar no Instagram” “precisamos investir mais em marketing” Mas a realidade do chão de loja é outra. O varejo quebra quando: o time não está engajado o gerente não sabe liderar a estratégia não vira comportamento diário Marketing não salva operação desorganizada. A falha invisível está no nível tático: os gerentes Um dos pontos mais fortes da palestra foi mostrar onde o varejo realmente trava. Não é: nem no dono (estratégia) nem no vendedor (execução) É no gerente. O gerente deveria: traduzir a estratégia em rotina acompanhar metas desenvolver pessoas sustentar a cultura Mas, na prática, muitos gerentes nunca foram preparados para liderar. Foram promovidos por desempenho técnico, não por capacidade de gestão. As eras do varejo e onde estamos agora O Thiago trouxe uma leitura simples, mas poderosa: Era do produto Era do preço Era da experiência Era do digital Era da inteligência relacional Hoje, o diferencial competitivo está em: relacionamento gestão de pessoas consistência cultura viva Quem ainda acha que só rede social resolve está atrasado. Engajamento não nasce de discurso. Nasce de rotina. Um erro comum no varejo é confundir motivação com engajamento. Palestra motiva por um dia Dinâmica anima por uma semana Bônus pontual resolve por um mês Engajamento de verdade nasce da repetição. É aqui que a gamificação faz sentido. Não como brincadeira, mas como sistema. Gamificação funciona porque: cria rituais dá visibilidade ao progresso transforma metas em desafios reconhece esforço, não só resultado final Cultura não é missão na parede. É o que se repete toda semana. Cultura organizacional não é: um quadro bonito um slide no onboarding um discurso do dono Cultura é: o que se mede o que se cobra o que se reconhece o que se celebra Gamificação ajuda a tirar a cultura do discurso e colocar na prática, porque: deixa claro o que importa torna o comportamento visível reforça hábitos positivos diariamente Metas mensais desmotivam. Metas curtas engajam. Outro aprendizado forte: Metas longas geram: procrastinação sensação de “já perdi” queda de engajamento no meio do mês Metas curtas (semanais): criam urgência permitem ajustes rápidos aumentam a sensação de progresso Quando metas viram missões, com níveis e reconhecimento progressivo, o jogo muda. Vendedores não precisam de cobrança. Precisam de clareza. Muitos vendedores não performam melhor porque: não entendem seus números não sabem onde estão errando não enxergam o quanto estão deixando de ganhar Gamificação ajuda porque: torna indicadores visuais mostra progresso em tempo real transforma métricas em objetivos claros Quando o vendedor enxerga o impacto do esforço, o comportamento muda sem grito. Reconhecimento vale mais do que aumento salarial Para a nova geração: salário é o básico reconhecimento é o diferencial pertencimento é o que retém Gamificação permite reconhecer: constância evolução esforço colaboração Não apenas “quem ficou em primeiro”. Isso reduz conflito interno e aumenta a percepção de justiça. Treinar não é falar. É praticar até virar hábito. Outro ponto crítico: “Eu explico, explico… e o time não faz.” Explicar não é treinar. Treinamento eficiente: é prático é repetido cria automatismo vira hábito Gamificação ajuda porque cria ambiente de prática contínua, não aprendizado pontual. Gamificação não é infantilização. É estratégia de gestão. Quando bem aplicada, gamificação: não infantiliza não distrai não tira foco do resultado Ela organiza o comportamento humano em torno do que importa Por isso é usada para: vendas produtividade engajamento cultura retenção Onde a Peoplefy entra nisso tudo? A Peoplefy nasce exatamente desse problema: 👉 transformar estratégia em comportamento diário. Ela conecta: metas claras rituais recorrentes desafios bem definidos reconhecimento constante visibilidade de progresso Tudo isso sem depender de: cobrança excessiva planilhas manuais discursos vazios Conclusão: varejo em 2026 é sobre gente bem liderada O varejo não precisa de mais pressão. Precisa de mais engajamento estruturado. Gamificação não é sobre jogo. É sobre criar um ambiente onde as pessoas querem jogar. Porque no fim do dia: empresas crescem quando pessoas bem lideradas fazem o certo todos os dias.
Por Ivan Fraga 1 de dezembro de 2025
Mais um ano de conquista: Peoplefy vence o Prêmio B2B Stack 2025 A Peoplefy tem muito a comemorar. Durante a última edição da Growth Conference, fomos anunciados como vencedores pela B2B Stack , maior plataforma de avaliações de softwares B2B do país, e conquistamos novamente o prêmio na categoria Plataforma de Trabalho . Esse reconhecimento é especialmente importante porque vem diretamente dos nossos clientes, que avaliam não apenas a tecnologia, mas o impacto real que geramos no dia a dia das empresas. Ser premiados mais uma vez confirma que estamos entregando valor, transformando cultura e gerando engajamento de verdade nos times que utilizam a Peoplefy. Uma conferência que ampliou perspectivas e conexões Além da premiação, a Growth Conference 2025 proporcionou dias intensos de aprendizado e troca com alguns dos maiores nomes de growth, marketing, vendas e tecnologia do país. Participamos de palestras profundas, painéis estratégicos e conversas que nos ajudaram a enxergar novas possibilidades para o futuro do produto e do mercado. Foram dias para ouvir, compartilhar, analisar tendências e reforçar que colocar pessoas no centro continua sendo um dos caminhos mais sólidos para crescimento sustentável.